O cidadão do céu vive e adora com a ética do céu

O cidadão do céu vive e adora com a ética do céu

Texto Básico: 1ª Tm 2.1-8

Introdução:

Uma grande empresa tirou, das suas prateleiras, produtos importados, para sua clientela perceber a interdependência que existe entre as nações.

Na religião cristã esta interdependência é ainda mais enfatizada.

O Cristo do cristianismo não é propriedade dos cristãos. O Cristo do cristianismo é Senhor de todas as nações. Verdade que deve ser pregada aos quatro cantos da terra.

No texto lido Paulo, apresenta orientações fundamentais para legitimar o culto público. Note-se que no verso 8 ele escreve assim. “Quero, portanto…”

Ética cristã tem a ver com o comportamento, com as atitudes das pessoas. 

 

O cidadão do céu vive e adora com a ética do céu

O cidadão do céu…

  1. Ora em todas as circunstâncias – vs. 1

Suplicas – deprecações (oração por si) A igreja, o cidadão do céu precisa saber que de si nada pode obter de bem espiritual, a não ser, através dos joelhos dobrados diante da cruz de Cristo.

Orações – termo geral para as preces do povo de Deus. As orações são sempre dirigidas a Deus com reverência ou adoração. 

Intercessões – Sugere aproximar-se com confiança, com livre acesso a Deus, com o fim de buscar ajuda para outrem.

Ações de graças – É uma atitude de gratidão, o ato de louvar a Deus pelo que tem feito por nós. Cada um desses aspectos da oração deve estar presente na vida de uma igreja e de cada cidadão do céu.

Os exercícios religiosos que o apóstolo aqui ordena mantêm e fortalecem em nós o culto sincero e o temor de Deus, bem como nutrem a consciência com integridade.

A ética do céu requer que cada crente tenha um viver em oração.

 

  1. Ora sem distinção – vs. 1

Esta é uma ênfase com todo sentido. Por quê? Nós temos dificuldades de orar por aqueles que estão fora do padrão do nosso convívio. Logo pensamos que se não é doso nossos, minha oração cairá no vazio.

Apesar de o texto (vs 4) afirmar que Deus deseja que todos os homens sejam salvos, isso não quer dizer que a salvação é para todos, mas sim para todas as nações. Isso também é motivo de oração

 

  1. Ora por todas as autoridades constituídas – vs. 2

Paulo menciona explicitamente os reis e outros magistrados porque os cristãos tinham muito mais razão em odiá-los do que todos os demais. Todos os magistrados daquele tempo eram ajuramentados inimigos de Cristo, de modo que se poderia concluir que eles não deviam orar em favor de pessoas que viviam devotando toda a sua energia e riquezas em oposição ao reino de Cristo. Para os cristãos, a extensão do reino de Jesus, e de todas as coisas relacionadas a ele, deve ser o mais desejável.

A depravação humana não é razão para não se ter em alto apreço as instituições divinas no mundo. Portanto, visto que Deus designou magistrados e príncipes para a preservação do gênero humano, e por mais que fracassem na execução da designação divina, não devemos, por tal motivo, cessar de ter prazer naquilo que pertence a Deus e desejar que seja preservado. Eis a razão por que os crentes, em qualquer país em que vivam, devem não só obedecer às leis e ao comando dos magistrados, mas também, em suas orações, devem defender seu bem-estar diante de Deus. Disse Jeremias aos israelitas: “Orai pela paz de Babilônia, porque, em sua paz, tereis paz” [Jeremias 29:7). Eis o ensino universal da Escritura: que aspiremos o estado contínuo e pacífico das autoridades deste mundo, pois elas foram ordenadas por Deus.

 

Romanos 13.1, 2 – Paulo afirma

Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. 2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.

 

  1. Testemunha a respeito da verdadeira autoridade – Cristo vs. 5-7

Não há melhor antídoto para a depravação humana do que a Palavra de Deus. Não existe outra forma de restauração daquilo que está em decomposição, que não venha da Bíblia, e do Cristo do cristianismo. Portanto a que se exaltar o nome de Jesus acima de todos os nomes, e isso em todo tempo.

     

  1. Congrega com legitima participação – vs 8

2.8 — A expressão os homens se refere àqueles que se envolvem na condução da adoração pública. Liderar a adoração pública não é algo restrito a alguns de nós com dons específicos. A oração é um dos aspectos centrais da adoração cristã. A palavra grega traduzida por homens nesse versículo se refere literalmente a homens, não a mulheres. Alguns interpretam como se isso significasse que os homens deveriam ser os únicos líderes na adoração pública. No entanto, Paulo fala de mulheres orando em público em outras de suas cartas (v. 9; 1 Co 11.5).

Levantando mãos santas é uma forma hebraica de orar (1 Rs 8.22; SI 141-2). Santas significa moral e espiritualmente limpas. A oração bíblica deve ser feita com a vida e o coração limpos (Hb 10.22). Resumindo, antes de Deus ver o culto prestado, Deus vê o prestador do culto.

Sem ira nem contenda. A ira é um tipo lento de raiva em ebulição. O sentido literal de contenda é pensar de modo contrário. Carrega a ideia de discussão. Toda oração deve ser feita sem qualquer ressentimento ou discussão entre os que oram. Aqueles que acaso não tenham boas relações com outros com quem irão orar juntos devem evitar conduzir a adoração pública.

 

Conclusão:

Quando pensarmos em nossa nação co tantas dificuldades..

14 E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. ( 2º Crônicas 7.14)

 

14 se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. NVI

 

Tempo de orar pelo Brasil. Orar por nossas famílias, nossas crianças…

 

 

Mais informações:

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Fonte: CALVINO, João. Pastorais. Trad. Valter Graciano Martins. 1ed. São Paulo: PARACLETOS Ed., 1998. 379p.; pp. 54-61.

 

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